Enfim, os sete anciãos empunharam suas armas na torre de observação do palácio. Olhando do meu balão, percebi que definitivamente estavam em formação de emergência, os portões não aguentavam mais a pressão da horda de bárbaros. Mas não eram bárbaros comuns, e sim homens vestidos com ternos sujos e gravatas amassadas, alguns seguravam maletas de executivo de onde caíam papeis, e eram milhares.
Sobrevoei por trás para ter uma visão mais estratégica do cenário, mas o balão foi atingido em cheio por um tiro. Fui caindo, caindo, até que resolvi fazer um pouso forçado no monte de feno da fazenda dos arredores.
A vontade de saber sobre a batalha foi bem maior do que o impacto da queda, e quando me dei por conta, já estava guardando o balão na enorme cesta que constituía sua nave – ela tinha uma tampa, que fechei. Um homem com cara de raposa apareceu com uma sacola – não era o dono da fazenda, me assegurou – e me perguntou se eu tinha alguma mercadoria para vender: no início achei que era um ladrão, e, bem, talvez fosse mesmo.
- Tenho apenas este balão.
- Vejo apenas uma cesta.
- Mas tem um balão aqui dentro, pode conferir! - retruquei.
- Não! - gritou o homem. - Como vou saber que você não tem uma armadilha montada dentro?
- Ora, como assim?
- Vamos fazer o seguinte. Troco esta sacola pela sua cesta fechada.
- Mas o que tem aí?
- E você acha que vou dizer? Fechamos negócio ou não?
Eu queria mesmo era ir olhar a batalha de perto, e aquele cara de raposa estava começando a me perturbar.
- Está bem.
O homem pegou a cesta com facilidade e saiu correndo pela fazenda, mas não o vi abri-la, pelo menos até onde consegui enxergar. De dentro da sacola, tirei um belo terno, uma gravata e uma brilhante maleta de executivo.
Escadaria.
1 dia atrás

2 comentários:
Eles queriam que mais um entrasse na gangue
agora poderia decididamente ver a batalha do modo mais efetivo.
Postar um comentário